quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Festival de Inverno de Paranapiacaba

Galpão Ferriviário de Paranapiacaba
Galpão Ferroviário de Paranapiacaba
O dia é 31 de julho de 2016 e, por circunstâncias da vida, resolvi fazer sozinho um passeio que sempre desejei, mas que nunca dava certo. Nada de fabulosas viagens a lugares exóticos ou países cheio de riquezas culturais da Europa ou Ásia, mas um simples passeio a Vila Ferroviária de Paranapiacaba, um distrito do município de Santo André que fica próxima de São Paulo.

Entrei no carro acompanhado apenas da minha câmera fotográfica, a trilha sonora do meu celular, Deus e segui pelos 85 quilômetros indicados pelo aplicativo Waze. O caminho é bem agradável e proporciona a sensação de uma viagem completa, nos tirando da costumeira paisagem urbana e cinzenta de São Paulo. Uma hora e dez minutos de viagem e encontro a estrada congestionada a 14 quilômetros do destino final. Chego a me preocupar com o trânsito, mas logo descubro que é uma barreira que nos obriga e entrar em um estacionamento pago (R$ 35,00 por carro) e seguir o resto da viagem em ônibus de turismo gratuito. Apesar do pequeno incomodo, ponto positivo para organização, evitando estresse para estacionar ao redor do pequeno vilarejo.

Tive uma ótima surpresa ao descer do ônibus e avistar a vila. Nas fotos abaixo é possível ter uma ideia da primeira vista que o visitante tem da vila ferroviária.

Vista da Vila Ferroviária de Paranapiacaba
Vista da vila ferroviária de Paranapiacaba

Vista da passarela que liga a entrada da vila com o seu centrinho
Vista da passarela que liga a entrada da vila com o seu centrinho

Durante o passeio dediquei boa parte do meu tempo no Museu Ferroviário que está organizado dentro dos galpões de manutenção da vila. Também é possível ver vagões e locomotivas de diversas épocas estacionadas no pequeno complexo ferroviário.

Paranapiacaba - Vista de um dos galpões de manutenção e de um vagão dos anos 70
Vista de um dos galpões de manutenção e de um vagão dos anos 70

Paranapiacaba - vagão antigo em P&B
Um dos muitos vagões antigos espalhados pelo completo ferroviário

Paranapiacaba - Ferramentas antigas utilizadas na manutenção dos trens
Ferramentas antigas utilizadas na manutenção dos trens

Vista das linhas ferroviárias de Paranapiacaba
Vista das linhas ferroviárias de Paranapiacaba
Parece que descobriram o potencial turístico da vila porque é possível ver que muitas construções antigas estão em processo de restauração. Também existem muitos pequenos restaurantes, a maioria no esquema de buffet com preço fixo e preços camaradas. Eu resolvi me aventurar no parque de truck food e almocei um hambúrguer caseiro, mas esqueci de registrar o nome. Estou pensando seriamente começar a catalogar os truck foods que experimento neste blog, mas isto vai ser assunto para outro post.

A minha conclusão sobre este passeio é que a vila é um ótimo programa para almas solitárias, como foi o meu caso, onde é possível ter um contato com a natureza, com o passado e com o nosso próprio ser. Para quem prefere passear acompanhado de amigos e familiares o programa também é ótimo. Só alerto para ter um pouco de paciência na época da temporada porque fiquei aproximadamente uns trinta minutos na fila para pegar o ônibus da volta, mas a espera é uma ótima oportunidade para jogar conversa fora com suas companhias ou com você mesmo. Fora da temporada parece que é possível chegar de carro na entrada da vila e estacionar.






quinta-feira, 2 de junho de 2016

Novo blog sobre canetas e relógios



Sempre encarei este blog como um espaço para meus devaneios e para registrar as minhas mudanças de interesses e assuntos, mas acho que exagerei um pouco. Resolvi organizar os posts em dois blogs diferentes: o Diário da Maionese para falar sobre tudo e o canetaserelogios.wordpress.com para montar uma espécie de inventário dos relógios e canetas que passaram pela minha vida.

O blog de canetas e relógios foi inaugurado com um post sobre os heróicos relógios Orient que se tornaram famosos, pelo menos em minhas lembranças, por acompanhar os bravos operários da construção civil e pode acessado através deste link: https://canetaserelogios.wordpress.com/2016/05/13/relogio-orient-king-diver/


domingo, 6 de março de 2016

A miséria do meu ser

Ninguém cinhece quem sou. Nem eu mesmo me conheço. E, se me conheço, esqueço. Porque não vivo onde estou. "A miséria do meu ser" em Poesia completa de Fernando Pessoa.

 
Escrito com uma caneta tinteiro Montblanc Meisterstück Classique pena OBB e tinta Parker Quink Black.
O papel é Vergê de 180 g/m2.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Fotografando relógios

Sinto que vivo por ciclos de interesses que se alternam ao longo do tempo, mas uma atividade que parece sempre permear a minha vida é a fotografia. O que muda são os assuntos fotografados. Alguns assuntos que lembro ter fotografado são relacionados ao automobilismo, motociclismo, nascer/pôr do sol, natureza e, ultimamente, relógios.
 

Seiko SNZF17 Sea Urshin
Seiko SNZF17 Sea Urshin
Citizen 8110 Bullhead
Citizen 8110 Bullhead
Casio G-Shock DW-5600E
Casio G-Shock DW-5600E
Casio G-Shock DW-5600E
Casio G-Shock DW-5600E
Seiko 6119
Seiko 6119


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Canetas tinteiros, relógios e caligrafia


As vezes me pego procurando formas de me expressar sobre a forma que vejo o mundo. Passei por alguns hobbies durante a minha vida como miniaturas de carros, acompanhar automobilismo e agora dedico parte do meu tempo livre tentando extrair a melhor caligrafia possível com minhas canetas tinteiros e tentando restaurar relógios antigos.

No processo de procurar evoluir na caligrafia também tenho que unir o instrumento de escrita, as canetas tinteiros, com a forma, a caligrafia, e o conteúdo. O conteúdo que tenho utilizado para este exercício são textos de filosofia e poemas. 

As fotos abaixo retratam este momento da minha vida. Nesta composição tem a união do quase atual, com uma Montblanc 149 dos anos 80, e do antigo com uma Montblanc 244G dos anos 50. Esta união do novo com o velho também é representado pelo relógio Tissot PR 516 GL Heritage que é uma reedição de um modelo dos anos 1970 e o conteúdo é representado pela transcrição de um trecho do Livro do Filósofo de Friedrich Wilhelm Nietzsche. A minha caligrafia foi baseada em letras itálicas escritas com a Montblanc 244G com algumas maiúsculas escritas em letras góticas usando uma caneta Pilot Parallel.

Montblanc 149 e Montblanc 244G
Montblanc 149 e Montblanc 244G

Montblanc 149, Montblanc 244G e Tissot PR516 GL Heritage
Montblanc 149, Montblanc 244G e Tissot PR516 GL Heritage

Dizem que uma boa foto não precisa de explicações, mas confesso que não consegui resistir tentação de escrever sobre alguns dos meus pequenos vícios.